domingo, 4 de dezembro de 2016

Certamente já ouviu


Certamente já ouviu
alguém assim responder,
ao perguntar-lhe: - o que faz?
- Não faço nada!
- Compro tudo feito!

Tais respostas de jumento
parecem-me ser de um asno
de albarda,
não passando de um burro,
pois é esse o seu jeito!


A vida no campo é dura?

A vida no campo é bastante dura, como todas aquelas outras profissões de trabalho braçal.
Portanto, todos aqueles que puderam fugir para outras ocupações, puseram-se ‘ao fresco’, com sói dizer-se.
Mas, então, como fixar os que nasceram na ruralidade territorial? Ultimamente todos quiseram ser ‘doutores’, começando os seus nomes de baptismo ou de registo civil por Doutor, Engenheiro, Arquitecto, etc., em vez de Trabalhador Rural, Carpinteiro, Soldador, Picheleiro, Sapateiro, etc., em que estes últimos continuam a ser António, João, José, Francisco, etc.
Todavia, hoje em dia, ouvimos dizer que as urbes estão pejadas de betão e que a vida no campo é que é boa.
Mas falam do coração essas pessoas que tanto amam a Natureza? Claro que não! É só da boca p’ra fora!
Até muitíssimos daqueles que vivem no campo têm relutância em meter as mãos na terra. Suja as unhas e faz doer as ‘cruzes’.
É pois com muita mágoa que vemos muitos terrenos com frutos cobrindo o chão sem serem aproveitados, porque nos dizem que não dá rendimento apanhá-los. Será?
E por que vão, depois, comprá-los a um espaço comercial, vulgo supermercado?
Não fazem doer as ‘cruzes’ mas custam dinheiro.
É que pobreza não é só falta de dinheiro na carteira. É na cabeça!


José Amaral

O actual governo

 O actual governo acaba de cumprir o seu primeiro ano de governação.
E nunca se viu que toda a Esquerda estivesse do mesmo lado da barricada, como agora acontece.
E todos sabemos que os papagaios do capital e toda a corja que lhes beija os pés, se interrogam acerca da durabilidade da ‘geringonça’, que eles mesmo hostilmente baptizaram, tudo fazendo para que não se cumpra o mandato governativo até ao fim.
Apelamos a todos os que verdadeiramente amam o seu rincão pátrio, para que tudo façam para ajudar o actual executivo a levar a bom termo o seu mandato, evitando-se quezílias entre as forças que suportam o governo, pois os vendilhões pátrios e os sabotadores da nação não dormem, estando sempre a tentar as suas sórdidas investidas, sabotando o que de bom se vai fazendo em prol dos mais desfavorecidos e de todos aqueles que, todos os dias, acrescentam mais-valias nos seus postos de trabalho, mesmo ganhando ordenados de quase miséria.
Que uma autêntica ‘muralha de aço’ sustenha tais ignóbeis intenções provindas dos sectores mais reaccionários da nossa sociedade.

José Amaral.


900 mil?

O presidente do Conselho Económico e Social, Correia de Campos, não se tornou conhecido por produzir frases bombásticas e chocantes. Intelectual ponderado, estudioso, sempre o vi defender posições bem fundamentadas, ainda que, muitas vezes, delas tivesse discordado. Recentemente, disse que Portugal só conseguiria crescer 3% no PIB com recurso a 900 mil imigrantes. Ignorava a magnitude da questão, mas já sabia que a Europa, em perda demográfica, necessita de imigrantes como de pão para a boca. Portanto, aceito a ideia com muito gosto, e estou predisposto a partilhar o “meu” mundo (que não é meu) com outros tão terráqueos quanto eu, com toda a naturalidade, neste panorama europeu de desertificação humana. Seria bom que, a partir de agora, os amantes dos isolacionismos diversos, os construtores de muros, europeus ou não, esconjurassem o “ódio patológico e irracional”, que tanto afecta alguns Comandos como qualquer supremacista. E que, no seu próprio interesse, admitissem, finalmente, que todos precisamos de todos. Se a riqueza das nações são os seus povos, e desculpando o exagero retórico, pois que venham… aos milhões.

Expresso - 03.12.2016, truncado das partes sublinhadas.

O Livro de Areia




No O Livro de Areia, de um grande prestidigitador de nome  Borges, pode ler-se um conto que dá pelo título de Utopia de um homem que está cansado.

Reproduzimos alguns excertos esperando que afie a curiosidade de um encontro próximo com este bom livro:

“-Pelo traje vejo que vens de outro século. (…) Tais visitas ocorrem-nos de século em século. Não duram muito; o mais tardar estarás amanhã em tua casa.
(…)
Agora vais ver algo que nunca viste.
Passou-me com cuidado um exemplar de a Utopia de More, impresso no ano de 1514.
Repliquei:
-É um livro impresso. Lá em casa haverá mais de dois mil.
O outro riu-se.
- Ninguém pode ler dois mil livros. Nos quatro séculos que levo de vida não terei passado de uma meia dúzia. Aliás não é ler que importa, mas reler. A imprensa, agora abolida, foi um dos piores males do Homem, já que tendeu a multiplicar até à vertigem textos desnecessários.
(…)
-Ainda há museus e bibliotecas?
-Não. Queremos esquecer o passado, salvo para a composição de elegias. Não há comemorações nem centenários nem efígies de homens mortos.
(…)
-Que sucedeu com os governos?
- Segundo a tradição foram caindo gradualmente em desuso. Convocavam eleições, declaravam guerras, impunham tarifas, confiscavam fortunas, ordenavam prisões e pretendiam impor a censura e ninguém no planeta os acatava. A imprensa deixou de publicar as suas colaborações e as suas efígies. Os políticos tiveram de procurar ofícios honestos; alguns foram cómicos ou bons curandeiros….”


DOMESTICADOS

A expansão e a livre expressão dos indivíduos devem ser os nossos objectivos. Ora, a maioria das pessoas não se expande, não evolui, não explode. Mantêm-se domesticadas pelas imposições da família, da escola, dos media, das grandes corporações. Precisavam que algo explodisse na sua mente, na sua alma. Como quando nós ouvimos os Doors ou lemos Netzsche pela primeira vez. Precisam soltar-se. Se não serão sempre escravos da máquina, coisas, mercadorias. É preciso realmente ir contra a parede e encontrar a iluminação, a revelação. Está tudo dentro de nós. São castrações que nos impõem no cérebro: o pecado, a culpa, o medo. Por isso não nos expandimos, não desenvolvemos as nossas potencialidades, não alcançamos o ouro. Por isso seremos sempre homens pequenos, mesquinhos, da mercearia. Nada temos a ver com o homem que se eleva, com o super-homem. Vivemos amordaçados, acorrentados. As nossas "explosões" são contidas ou estúpidas, não atingem a essência, a hybris, a desmesura. Por isso andamos entediados, frustrados. Só em alguns de nós a mente se abre e vê a luz. Só esses se aproximam do infinito, do divino, do maravilhoso.

CÃES RAIVOSOS




Donald Trump vai nomear secretário de Estado, ou seja, ministro da Defesa, o general na reforma James Mattis. Conhecido nos meios castrenses, pelo seu feitio irascível e belicoso, como o cão raivoso (CR). Repare-se então na folha de serviço deste CR: demitiu-se das Forças Armadas por incompatibilidades com Barak Obama. Nomeadamente, por discordar do acordo com o Irão. Mas também por considerar Obama demasiado brando. Comandou as primeiras tropas que invadiram o Afeganistão e o Iraque, e acha que os EUA devem ter mão-de-ferro para com os que considera seus inimigos, onde se inclui a Rússia. É pois este ultra falcão, este CR e Trump ( que por inerência assim que tomar posse, passa a ser o Comandante Supremo das Forças Armadas), quem vai decidir da paz e da guerra na maior potência militar (convencional e nuclear) do mundo. Entretanto, a  NATO diz-se preocupada pelo facto da Rússia  deslocar alguns vasos de guerra, onde se inclui um porta-aviões, para as imediações da Síria. Preocupada, porque Puttin e o governo que lidera, estão determinados em derrotar os grupos terroristas( Estado Islâmico, Al Qaeda, etc.) que têm destruído aquele país e não só. Eles, EUA, e respetivos aliados, como as “democráticas” Turquia e Arábia Saudita, estão determinados é em derrubar os governos da Síria e do Irão por não se lhes submeterem. E é neste quadro que aparecem agora cães raivosos nos EUA, na Ucrânia, na Hungria, na Polónia e,  mais aonde veremos.
Enquanto é tempo, tenhamos consciência disto. No século passado tivemos duas devastadoras guerras mundiais onde “apenas” foram utilizadas duas bomba atómicas(de fraquíssima potência comparadas com as atuais) , se houver uma terceira, haverá uma quarta?

sábado, 3 de dezembro de 2016

Conversa da treta


Os diálogos a que assistimos entre os que foram governantes e agora são oposição são os mesmo, ipsis verbis, dos ex-oposição e agora governantes.Ora esta "conversa da treta" põe de pé atrás a confiança da maioria dos que votam nos programas dos políticos para uma melhoria da situação do país e deles próprios excepto aqueles que por facciosismo ideológico não largam a camisola sejam quais forem as propostas. Razão esta para a volatilidade dos votos que ora elegem uns ora outros. A actual forma de governação, não por votação popular, mas por arranjo parlamentar, está a mostrar que em política quase tudo é possível sempre que se cumpram com seriedade as clausulas do compromisso visando a melhoria do país e dos cidadãos. No entanto, enquanto que nos partidos do chamado arco da governação impera uma democracia polítca mais avançada, com menos rigor ideológico e mais moderna, nos partidos da esquerda mais radical, nota-se que a base ideológica  não é fácil de esquecer. Esse é o perigo da coligação pois os partidos mais radicais  sobrevivem muitas vezes pelas promessas demagógicas, mas que cai bem nos ouvidos dos mais desfavorecidos, e, na continuidade temporal, nas ligações do género da "geringonça", está sempre presente o receio de estes virem a ser engolidos pelos partidos do arco, no caso, o PS e PSD. Razão esta para que, apesar das diferenças,  PS e o PSD, nunca deverão enveredar por uma luta quase fratricida, pois queiram ou não, serão por largos tempos, e enquanto vigorar o actual quadro político, o suporte da governação. 

Duarte dias da silva

A 3 DE DEZEMBRO DE 1944 - Nascimento de António Variações, cantor e compositor português

Resultado de imagem para ANTÓNIO VARIAÇÕES

A 3 de Dezembro de 1944, nasce em Pilares, Amares, no distrito de Braga, o cantor e compositor António Joaquim Rodrigues Ribeiro, mais conhecido por António Variações. Intérprete com uma voz e expressão corporal inconfundíveis ficou especialmente conhecido pela sua composição É p’ra amanhã…de 1983. A sua obra discográfica continuou a influenciar a música portuguesa nas décadas posteriores.
A morte de António Variações, apenas com 39 anos de idade, produziu um profundo pesar entre alguns dos maiores intérpretes musicais portugueses: Amália Rodrigues afirmou que este artista deixara “um triste vazio na música portuguesa”, Luís Represas referiu que “num país com uma produção musical relativamente pequena, é uma grande perda a morte de um músico que, acima de tudo, foi honesto e franco ma linha musical que escolheu” e Lena d’Água salientou que “atrás de um artista muito louco, existia um coração grande e puro como o coração de uma criança”.
Faleceu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ESPERANÇA QUE TRUMP TENHA O ADN DOS POLÍTICOS

Após as primárias nos EUA confesso ter-me desinteressado do acontecimento pois não simpatizava com nenhum dos vencedores. No entanto, à medida que a campanha avançava, comecei a analisar as criticas dos apoiantes de Hillary, celebridades como Michael Francis Moore, do valentão Roberto De Niro e seus murros, de Madonna, da Lady Gaga de lá e que juntei aos gagás de cá que com enorme criatividade, baralhando fonética com pronúncia, descobriram que juntando a vogal "a" à forma de pronunciar Trump, abriram a tampa da sanita e agarraram o vocábulo "trampa" e de tanta graça lhe acharem, jamais disseram Trump e por isso o meu aplauso. Após as eleições, com os resultados conhecidos, os vencidos, pessoal muito democrata, começaram a mostrar o seu conceito de democracia lançando petições para que seja a vencida a empossada, (onde já vi isto?), boicotes a artigos comercializados por familiares do vencedor e muitas mais baixezas do mesmo nível. Outro gesto muito democrático a registar, foi quando o simpático Obama partiu o verniz e negou-se a fazer a tradicional fotografia dos dois casais quando até o impopular Bush quando lhe passou o testemunho manteve a tradição. Entretanto, num debate televisivo, fiquei a saber que o famoso muro afinal já existe com milhares de quilómetros com o contributo do próprio Obama. No mesmo debate, também foi dito e não desmentido, que foi durante a presidência de Obama que mais imigrantes foram expulsos. Afinal quem é o arrogante e xenófilo? Também me lembrei do papão lançado pelos anti-Trump do perigo que ele representaria com o famoso botão à sua mercê e capaz de desencadear a terceira guerra mundial. No entanto o que ficou provado foi que esse perigo estava com Hillary bastando recordar o seu mau perder quando deixou todo o mundo pendurado aguardando o discurso habitual dos vencidos. Como ocidental, desejo muito boa sorte para os EUA, que como todas as pessoas bem informadas sabem, são o baluarte da defesa do ocidente e de quem ama a liberdade. Como sou um indivíduo que não perco a esperança, parto do principio que Trump já adquiriu o DNA dos políticos e espero por isso que não cumpra tudo aquilo que ameaçou. Assim, quer queiramos quer não, temos que o aguentar e que seja verdade o que o povo diz pois socorrendo-me do trocadilho dos nossos criativos, que seja verdade que "Trump é dinheiro".
 
Publicada no Semanário EXPRESSO de 26.11.2016 (com cortes)
e um apontamento na Revista SÁBADO  de 30.11.2016   
 
 


Chineses estudam em Portugal


Da reportagem no Diário de Notícias sobre a vida de alguns estudantes chineses em Portugal, vem-nos à memória aquele estadista de excelência que foi o ministro Duarte Pacheco  que a morte tão cedo levou. Não nos vamos debruçar sobre os seus projectos da construção da primeira auto estrada Lisboa- Cascais, ou das fábricas  de automóveis franceses em Portugal, e por aí, mas pela edificação da cidade universitária de Lisboa, Letras e Direito e os monumentais edifícios do Hospital escolar de Santa Maria e o Instituto Superior Técnico, megalómanos para a época, na opinião de muita gente. O facto é  que quando chegámos ao IST, vai mais de meio século, falava-se que a ideia de Duarte Pacheco, era cativar para a universidade lisboeta estudantes, pasme-se, não os das colónias africanas portuguesas, mas alunos das américas latinas! A visão deste homem não tinha limites, e hoje vemos com agrado que muitos estudantes estrangeiros de todo o mundo, procuram Portugal não só pela excelência do ensino, mas também fazendo jus à epopeia marítima dos portugueses.

Duarte dias da silva

A Caixa


Como simples cidadão fora dos meandros das administrações bancárias, a novela dos actuais gestores da CGD, deixa-nos perplexos. Estes gestores convidados pelo Governo, em principio pelas suas qualidades técnicas, redundou num vendaval político, quase vergonhoso; o ponto de ataque à tomada de posse dos versados, anda à volta de eles terem ou não que declarar os seus rendimentos e património. Dizem que é da lei (mas parece que só na semana passada é que a mesma foi aprovada), mas a lei também não diz que na função pública, não pode haver salários acima do de Primeiro Ministro? Se estes gestores são competentes e  ganhavam muito mais na privada, aonde foram recrutados, para quê esse escarcéu? Não haverá aqui um ataque da direita ao Governo, e dentro da coligação um ataque ao ministro das Finanças ou uma marcação de terreno político do BE, para dizerem que estão lá? Dá a sensação que o PM se sente defraudado politicamente, tanto pelo ataque sem sentido da direita como por uma exaltação artificial do peso de alguma esquerda. Afinal, está em causa um património da nação, com consequências para os contribuintes.

Duarte Dias da Silva

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O ACIDENTE AÉREO QUE VITIMOU UM CLUBE E COMOVEU O MUNDO

Resultado de imagem para O ACIDENTE AÉREO QUE VITIMOU UM CLUBE E COMOVEU O MUNDO
Antes de mais lamento, com toda a sinceridade, o facto de hoje, infelizmente, vir a este espaço destinado a todos nós leitores do Record, falar de um assunto muito triste e marcante demais. Não só para aqueles que partiram, como igualmente para os seus familiares, adeptos e amigos, mas também para todos nós, cidadãos e adeptos do desporto rei, que é o futebol. É um assunto que já fez correr rios de tinta em toda a imprensa escrita, não só em Portugal como em todo o mundo, e tem vindo a esgotar a abertura constante a todo o momento dos noticiários, tanto da rádio como da televisão, tentando dar as melhores informações e os últimos pormenores do fatídico e dramático desastre aéreo que dizimou imensas pessoas, as que faleceram e as que ficaram, as famílias e os amigos.
Confesso, como desportista 'militante', a minha completa ignorância quanto à existência da Associação Chapecoense de Futebol (ACF). Só por fatalidade e desgraça deste acontecimento deveras marcante para sempre é que acabei por conhecer este clube de futebol brasileiro, sediado na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, que foi fundado a 10 de maio de 1973. Clube este em que se incluem todos os seus adeptos e toda a população daquela cidade, que se encontram de luto. Aliás, não somente o clube mas todo o mundo, e não só com ligações ao meio desportivo, que ficou sensibilizado e não menos indiferente a este terrível e trágico acidente que vitimou mais uma equipa de futebol, como em outras ocasiões já tinha acontecido. Tocou fortemente os corações de todos os cidadãos, pelo terrível e sinistro acidente que vitimou jogadores, dirigentes, jornalistas, adeptos e tripulação que acompanhavam, naquele avião e naquele dia, a equipa de futebol brasileira que iria disputar com os colombianos do Atlético Nacional a primeira mão da final da Taça Sul-Americana de futebol.
Diz a história da Chapecoense que o objetivo da sua fundação era restaurar o futebol naquela cidade de Chapecó, que a sua origem está ligada ao facto de, na década de 1970, a região possuir apenas algumas equipas amadoras, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional. Com o propósito de reverter esta situação, alguns desportistas, jovens apaixonados pelo desporto, decidiram se reunir para criar este clube de futebol profissional para aquela cidade de Chapecó, em Santa Catarina. O seu estádio tem o nome de Arena Condá, que pertence ao município, e o seu primeiro nome era Regional Índio Condá. Entretanto foi remodelado, com a construção de novas bancadas, processo esse que se deu por etapas, até atingir a atual capacidade de 22.600 espectadores.
O seu historial desportivo desde da sua fundação é enorme, sendo um dos grandes do futebol catarinense, tendo surgido da união dos clubes Atlético Chapecó e Independente. Ao longo dos seus 46 anos de existência tem vindo a conquistar gradualmente o seu espaço no futebol brasileiro.
Às famílias de todos aqueles que partiram e não chegaram ver concretizado o seu maior sonho de estarem presentes numa grande final internacional e histórica nas suas vidas e carreiras desportivas, a todos os adeptos daquele clube, e a todo o futebol brasileiro, mas em especial e principalmente a todos aqueles que partiram, paz às suas almas.

(Texto-opinião, publicado na edição online, secção "Escrevem os Leitores" do Jornal  RECORD de 01 de Dezembro de 2016) 


MÁRIO DA SILVA JESUS

Ó tu!


Democracia controlada


Em política, por definição, pertence à democracia e aos cidadãos, a totalidade do poder político,  ou  seus representantes, os eleitos por maioria. Todavia em países, como em Portugal e nos EUA,  ainda que na base do voto, a democracia política é arranjada pelos políticos, como se infere do artigo  de Vicente J. Silva, no Público, tendo Trump sido eleito democraticamente Presidente dos EUA, embora tivesse obtido menos de mais de um milhão de votos do que a rival. Também cá, o actual governo, mercê de normas criadas constitucionalmente, tomou posse legal, embora tivesse obtido menos votos do que os adversários. Mas, enquanto que nos EUA as reacções violentas a esta composição democrática tenham originado ondas de violência excessivas, cá a geringonça aprendeu a bambolear-se no seu percurso, não se despistando nem originado atropelamentos graves. No entanto,  estes arranjos  de secretaria,  pervertem o valor sagrado da democracia em que os dirigentes são arranjados pelos políticos e não pelo sufrágio directo dos votantes.

Duarte dias da silva